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A primeira pergunta é: quem foi estudado? Um resultado obtido em células, camundongos ou em um grupo pequeno de adultos saudáveis não pode ser transferido automaticamente para pessoas com uma doença específica. A população, a intervenção e o resultado devem corresponder à afirmação feita.
Cinco perguntas antes da conclusão
- Existe um comparador? Um grupo placebo ou uma alternativa relevante mostra melhor se a mudança provém da intervenção.
- Foi feita a alocação randomizada? A randomização reduz o risco de os grupos serem diferentes desde o início.
- O que foi medido? Um marcador laboratorial pode ser interessante, mas não é automaticamente um benefício sentido ou uma redução do risco de doença.
- Qual foi o tamanho do estudo? Estudos pequenos podem produzir resultados instáveis ou aleatórios.
- Quem financiou a pesquisa? Um conflito de interesses declarado não invalida sozinho o estudo, mas deve ser levado em consideração e compensado por replicação independente.
Não confunda correlação com causalidade
Se duas coisas aparecem juntas, não sabemos automaticamente que uma causou a outra. A dieta, o treino, o sono, os tratamentos existentes e a seleção dos participantes podem explicar às vezes as diferenças observadas.
Um sinal bom: limites são declarados
Artigos sólidos descrevem o que não posso demonstrar. Eles não transformam uma conclusão exploratória em uma promessa de marketing. Procure limitações no resumo e na seção de discussão, não apenas no resultado mais espectacular.
Fontes e leitura adicional
Estas referências explicam o tema e os limites das evidências. Uma referência não é prova de que um produto trata uma doença.
Transparência editorial
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